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12.Agosto.2010 - Outra Forma de Reagir |
Olá,
Então... Como se chega ao ponto de agir perante uma birra de criança sem que ela nos faça desesperar?
Podia ser qualquer outra situação que nos ponha os cabelos em pé... Quando alguém nos chama de incompetentes, quando no trânsito alguém abre a janela para dizer que tirámos a carta na “Farinha Amparo” (ou algo pior), quando alguém passa à nossa frente na fila do supermercado sem pedir licença, etc.
Qualquer situação que obviamente nos crie tensão emocional. Não são só as emoções e sentimentos negativos que precisam de atenção. Poderia ser a dificuldade em conter a expressão da paixão pela namorada do melhor amigo ou conter a felicidade quando se encontra um amigo triste para não o magoar com o contraste do nosso sentimento em relação ao dele. Na realidade é: como podemos escolher e ficar em equilíbrio quando a situação nos empurra para a queda?
O primeiro requisito é querer de facto sentir e agir de forma diferente. Há quem não sinta necessidade disso e até ache que a sua forma é a melhor forma de agir. Vêem-me à cabeça aquelas pessoas que na praia forçam as crianças a tomar banho no mar frio enquanto lhe chamam medricas e a criança a chorar desalmadamente.
Depois, uma coisa que resulta muito bem para mim é, quando já não estiver na presença do desconforto (no meu caso as birras da minha filha), pensar como gostaria de agir naquela situação. Para mim as coisas que digo à minha filha durante uma birra parecem-me adequadas (se encontrar entretanto palavras que se adeqúem melhor mudarei!), o que gostaria de mudar é o sentir-me zangada com as birras que ela faz. É que sinto que o ficar zangada só atrapalha, além de ser um sentimento desagradável, não que não o queira sentir, apenas acho que a intensidade poderia ser moderada.
E agora o cerne da questão! Tudo bem, quero sentir-me diferente... Isso é possível? Gosto de investigar as coisas por mim, e em vez de me fiar em conselhos de vários livros que tenho lido resolvi ver o que posso eu descobrir que posso fazer e que resulte. Então, a primeira coisa que descobri foi que há um momento em que ainda é possível eu não ficar tão zangada. Passando esse limiar tudo fica mais complicado. O que tenho praticado com as birras da minha filha é que assim que vejo uma a chegar fico atenta a mim em vez de ficar presa na birra, sem no entanto descurar que eu posso atenuar ou acentuar a birra dela conforme a minha forma de agir. Isso já é uma ajuda! Depois continuo a moderar a birra estando atenta às minhas reacções internas e às dela e procurando o melhor caminho para seguir. Mas isto é o básico ficar atenta ao que se está a passar em mim e fora de mim. Confesso que das primeiras vezes que tentei, passei rapidamente para o ponto em que ficava irremediavelmente zangada e já não havia volta a dar. E ainda me acontece algumas vezes que estou distraída e quando dou por mim já é tarde demais. É mesmo preciso estar atenta, senão não resulta.
Por último é necessário treinar, repetir e repetir, voltar a formular o que se pretende atingir e aproveitar todas as oportunidades que se propiciem a isso para colocar em prática. No meu caso o que quero atingir é não me sentir muito zangada quando a minha filha faz uma birra (não digo não me sentir zangada pois para mim isso ainda está longe de ser atingido!), não ficar desconcertada. Afinal eu já sei que uma birra é uma coisa passageira e que passo mais bons momentos com a minha filha do que momentos de birra.
Porque faço isto? Porque gosto, porque me dá um prazer enorme quando consigo gerir o que sinto em vez de ser arrebatada por isso! Sinto-me verdadeiramente Humana, a utilizar as capacidades que me tornam Humana, o facto de ter consciência e poder de decidir como agir! Esta é a minha Verdadeira Liberdade!
E sempre relativizar... Uma birra de criança é motivo para ficar zangada? Uma birra é também a procura do equilíbrio na criança e eu serei verdadeiramente adulta se a conseguir ajudar ultrapassar esses momentos até ela o ser capaz de o fazer sozinha. E se o conseguir fazer com alegria e até humor (mas não troça...) estarei a mostrar que há um caminho para sair da birra! Boa semana para todos! Um novo mundo se desvenda com um novo olhar e um novo fazer! Escrito por Carla Feiteira.
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05.Agosto.2010 - Varias Formas de Agir |
Olá, Já repararam naquelas pessoas que estão sempre com um sorriso nos lábios, que parece que nada as aflige, que aparentemente não se preocupam quando vão para a praia e deixam uma montanha de trabalho urgente para fazer?
Já esbarraram com alguma destas pessoas?Não é enervante?
Qual será o segredo delas?Qual será o segredo de ir para férias e deixar de facto de pensar no resto da vida? Qual é o segredo de ir dormir à noite sem ficar preso nos problemas que ocorreram hoje e nos que me esperam amanhã?
Como é que para a mesma situação há pessoas que reagem explosivamente e outras calmamente?
Para mim é óbvio que não é a situação que determina a reacção de uma pessoa. Até, uma mesma situação, é motivo de alegria para umas e de tristeza para outras.
Um exemplo simples: houve um dia, em que fui buscar a minha filha a casa do seu pai, felicíssima por lhe ter comprado um vestido muito bonito (e barato!) e desejosa de ver a reacção dela que eu tinha imaginado de felicidade tão grande como a minha. Cheguei lá e disse-lhe que tinha uma prenda para ela. Quando lhe mostrei o vestido a reacção dela estava longe da que eu imaginei! Ela ficou decepcionada, pois pensava que a prenda seria um brinquedo, e não se acanhou em mostrar a sua decepção. E eu fiquei ali com a minha sensação de felicidade varrida por uma birra tremenda.
Uma reacção que eu poderia ter tido na altura de resposta à birra dela: “Sua mal agradecida, venho aqui tão contente e é assim que recebes a prenda que te trouxe. Nunca mais te vou comprar nada!”Quem é que já não assistiu a uma reacção assim?
A reacção que tive: “Eu compreendo que gostasses mais de um brinquedo, mas a mãe trouxe foi este vestido, vou guardá-lo e noutro dia voltamos a olhar para ele.” Isto não a consolou de todo e ela continuou na sua birra. Eu achei que era birra a mais para a decepção que era um vestido em vez de um brinquedo e cortei o mal pela raíz. “Este assunto está encerrado por hoje, não quero ouvir mais uma palavra sobre o assunto.” Ambas ficámos caladas, a birra foi passando e passado um bocado a conversa fluiu sobre outros assuntos.
A reacção que gostaria de ter tido: Em termos de palavras talvez utilizasse as mesmas, mas o que eu queria mesmo mudar era a forma como me senti. Fiquei irritada e zangada e não foi fácil desfazer este nó emocional. Vejo que a minha filha tem por vezes reacções exageradas e que por vezes tenho de condicionar a sua reacção. Não acho que ela não tenha o direito de não gostar de um presente, tem todo o direito, mas a expressão desse desagrado é que não pode, a meu ver, ser desmesurada ao ponto de ela ficar descontrolada, como se o mundo fosse acabar. Assim, como também a minha reacção... Tudo bem de ficar decepcionada por ela não gostar, mas ao ponto de deixar que uma birra de criança tome conta de mim? Vejo que poderia ter dito as mesmas coisas mas sem ficar irritada e zangada. Sei que isso é possível! Quem é o dono das minhas reacções e acções? Eu ou o Mundo? Como é que eu passo da primeira reacção que descrevi para aquela que gostaria de ter tido?
Aceitam o desafio?
Boa semana para todos!
Um novo mundo se desvenda com um novo olhar e um novo fazer! Escrito por Carla Feiteira. | |
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22.Julho.2010 - Simplicidade |
Olá,
Após alguns desafios e reflexões, chegou a hora de recolher.
Não vale a pena continuar desafio após desafio, sempre a acrescentar algo à vida. É hora de simplificar e ver o que se pode deixar.
O que é que podemos simplificar na nossa vida?
O que é que é fundamental? De todos os desafios o que é que fez mais sentido que vale a pena preservar? O que tem mais valor, conseguir fazer uma quantidade de coisas ao mesmo tempo ou ter a coragem de precisar de pouco?A simplicidade é um grande desafio nos dias que correm. O que é que é essencial na vossa vida? Qual é a cor da alma que querem vestir todos os dias para sair à rua?Boa semana para todos!
Um novo mundo se desvenda com um novo olhar e um novo fazer! Escrito por Carla Feiteira. | |
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15.Julho.2010 - Do Outro Lado da Serra (parte 2) |
Olá,
Em Cascais está mais um dia maravilhoso de Sol, em Sintra está mais um dia recatado com nuvens. Naquela casa em Sintra, está a memória do dia anterior, da visita de uma pessoa amiga, que poderia ter corrido melhor. Sim, ofereci-lhe um chá e falámos um pouco, até com alguns momentos animados, mas não se compara nada a quando vou a Cascais fazer eu a visita – pensa quem está em Sintra.
Vou telefonar-lhe... Olá, como estás? Como está o tempo em Cascais? E tu como estás? Ouve, acho que ontem não te recebi bem, achas que podemos repetir amanhã? Está bem, então encontramo-nos antes em tua casa, mas depois combinamos aqui em casa de novo, quero compensar-te!
Debaixo de um Sol radiante, a visita a Cascais correu muito bem. Foram à praia fizeram o almoço em conjunto e antes de rematar a visita com um lanche ainda deram uma passagem pelo centro de jardinagem para admirar as flores e trazer algumas que plantaram no jardim da pessoa de Cascais e outras para a pessoa de Sintra plantar no seu jardim.
Quando se despediram, combinaram então encontrar-se na próxima semana em Sintra. Desta vez – disse a pessoa de Sintra – quero receber-te de outra forma, eu sei que o tempo de Sintra me afecta, mas eu gosto de viver em Sintra, mas já estou farta de ter uma cara cinzenta como o tempo, e para que o tempo não me afecte tão profundamente, tenho de me por a mexer, a fazer coisas que me fazem ter mais Sol que o tempo. Então, quando me vieres visitar, iremos plantar estas flores no meu jardim e depois vamos dar uma boa caminhada pela serra, sei de uns percursos maravilhosos na zona em que as nuvens não são tão densas na serra.
Ei! Não te esqueças do almoço! Já que vai ser assim, quero um almoço bem colorido e divertido! - diz a pessoa de Cascais - Talvez um Fondue com camarões e legumes em forma de estrelas do mar e peixes!
Despediram-se com amizade! Olha! - diz a pessoa de Cascais para si própria – Afinal não foi preciso ajudar a minha pessoa amiga que vive em Sintra! Ela afinal sabe gozar o Sol apesar das nuvens e passar para o outro lado da serra sem de lá sair!
Boa semana para todos!
Um novo mundo se desvenda com um novo olhar e um novo fazer! Escrito por Carla Feiteira. | |
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08.Julho.2010 - Do Outro Lado da Serra (parte 1) |
Olá,
Esta é a história de duas pessoas amigas que vivem próximo uma da outra. Uma vive em Sintra outra vive em Cascais. Certo dia de Verão a pessoa de Cascais telefonou logo pela manhã à de Sintra, cheia de vontade de a ver e de se encontrarem para passarem um dia maravilhoso, a fazer coisas que ambas gostassem ou até a dar um jeito no jardim de qualquer uma das duas. Para suasurpresa, a pessoa de Sintra recebeu-a com um ar sonolento e não estava com vontade de sair de casa. Respeitando o humor da outra, a pessoa de Cascais decidiu não insistir e deixar a sua pessoa amiga recuperar com tempo.
Passaram-se dois dias e a pessoa de Cascais continuava a acordar cheia de vontade de passar um dia alegre com a pessoa de Sintra. Telefonou-lhe de novo, mas todo o mesmo cenário se repetiu...Passados outros dois dias voltou de novo a telefonar-lhe e de novo o mesmo cenário se repetiu...
Passaram-se mais outros dois dias e a pessoa de Cascais resolveu telefonar de novo, desta vez decidida a ignorar as queixas da pessoa de Sintra e, uma vez que esta não ía ter com ela, iria ela a Sintra. E assim foi, do outro lado do telefone a pessoa de Sintra protestava que não estava na melhor das disposições, ainda por cima logo de manhã, que ficaria para outro dia... Mas a pessoa de Cascais estava decidida e ainda que chegasse lá e a pessoa de Sintra não lhe abrisse a porta, ela estava decidida e convencida de que a conseguiria alegrar!
A pessoa de Cascais meteu-se no carro e lá foi... Ao chegar a São Pedro de Sintra o tempo começou a ficar enublado... Ao atravessar a bela serra de Sintra chovia... E quando chegou ao centro de Sintra continuava a chover... Em Cascais continuava a fazer sol...
Chegou a casa da sua amiga e esta abriu-lhe a porta, com uma cara igual ao tempo que fazia em Sintra. A pessoa de Sintra fez um chá e ambas se sentaram a conversar. Por vezes a pessoa de Sintra começava a ficar contagiada com a alegria da pessoa de Cascais e por vezes a pessoa de Cascais começava a ficar contagiada com a melancolia da pessoa de Sintra. Mas o tempo de Sintra começou a fazer o seu efeito também na pessoa de Cascais, de tal forma que só lhe apetecia voltar para casa.
Ainda conversaram mais um pouco e a pessoa de Cascais perguntou à pessoa de Sintra se o tempo lá era sempre assim, ao que esta respondeu que de manhã e ao fim do dia costumava ser muitas vezes assim, só a meio do dia, quando o sol brilhava bem alto é que o tempo levantava.
Com algum esforço, pois a sua força de vontade já se encontrava algo em baixo, a pessoa de Cascais despediu-se educadamente da sua amiga de Sintra e voltou para Cascais onde o sol brilhava e onde começou a sentir-se novamente na disposição de gozar o sol, cuidar do jardim e quem sabeaté ir à praia! No entanto, ficou a pensar na sua pessoa amiga. Ela acabou por se sentir da mesma forma em Sintra, por isso compreendia-a. Mas como poderia ela ajudar a pessoa de Sintra a sentir-se como ela se sentia em Cascais?
Boa semana para todos!
Um novo mundo se desvenda com um novo olhar e um novo fazer! Escrito por Carla Feiteira. | |
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01.Julho.2010 - Acordar com Arte! |
Olá,
O desafio da semana passada era escolher um momento do dia-a-dia para o fazer de formadiferente, com o gesto de cuidar desse momento e com arte.
O momento que eu escolhi foi o momento de acordar e a primeira questão que me coloquei foi:Como é que eu posso melhorar a minha forma de acordar? Não tendo resposta imediata a estapergunta coloquei-me outra: O que é que me incomoda na minha forma de acordar? E aí sim... Foi óbvio para mim que o que mais me incomoda na minha forma de acordar é o facto de mal ter consciência de estar acordada me deixar invadir por todas as preocupações presentes na minha vida.Por vezes é mesmo um turbilhão que me assalta, imobilizando-me na cama.
Que forma assustadora de começar o dia! Então o que fiz durante esta semana foi simplesmente egentilmente desviar a minha atenção das preocupações assim que elas me assaltam de manhã econduzir eu própria o pensamento para coisas mais agradáveis.
Para que o meu pensamento não tenha a desculpa de me voltar a assaltar com preocupações, resolvijuntar também umas espreguiçadelas para o corpo começar também a acordar. Vejo também se háalguma parte do corpo que está desconfortável e se, por exemplo, tenho alguma dor massajo umpouco essa zona (é mais amassar do que massajar!).
Não me toma mais tempo este acordar, porque o tempo que levo a espreguiçar e a tomar atenção aoacordar do meu corpo é o mesmo tempo que levava a ficar colada à cama à volta das minhaspreocupações. Consegui mudar tudo numa semana? Não! Ainda tenho de me concentrar para nãome deixar cair na minha antiga rotina. Mas sei que com o tempo, se eu não me deixar levar pelosvelhos hábitos, a pouco e pouco este vai-se tornar no meu novo hábito. E os resultados sãoimediatos... Sinto-me melhor quando acordo desta nova forma!
Que arte há neste acordar? É a arte de cuidar de mim. É o tornar um momento de stress nummomento bonito. É como ter uma tela suja de tintas escuras, raspá-las e pintar uma bela flor. Étornar a vida num conjunto de momentos agradáveis que nós próprios criamos.
Boa semana para todos!
Um novo mundo se desvenda com um novo olhar e um novo fazer!
Boa semana para todos! Escrito por Carla Feiteira. | |
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24.Junho.2010 - Viver com Arte! |
Olá,
Nas reflexões da semana passada, o que de mais importante eu queria dizer é que não deixem de ouvir as dores do vosso corpo e da alma, pois são elas que vos dizem a que devem prestar mais atenção e cuidados.
Para ter uma vida com mais cuidado e carinho por nós próprios e pelos outros não é necessário mudar radicalmente os nossos hábitos de vida, mas sim prestar mais atenção a cada coisa que fazemos e escolher fazê-la da forma que queremos fazer.
Em termos de tempo medido, significa que não é necessário gastar mais tempo para cuidar de nós, é necessário sim cultivar o estar atento e cuidar de cada momento, fazer de cada momento uma obra de arte da nossa vida, criá-lo conscientemente e não deixá-lo ser fruto do acaso ou do que nos assoma de repente.
O desafio para esta semana é fazer algo que fazemos todos os dias, mas fazê-lo com atenção, arte e dedicação!
Como se lavam os dentes com arte? Como se acorda sem começar a resmungar com quem dorme connosco? Como se lava a loiça como se fosse a coisa mais preciosa do mundo? Como se acolhe aquele problema que nos assalta diariamente com um novo olhar que nos leve a novas possibilidades?
Sugiro que escolham apenas uma coisa e que seja simples.
É disto que tratam estas cartas, olhar de forma diferente para poder fazer diferente e trazer verdadeira qualidade à nossa vida.
Para a semana partilharei convosco o momento do meu dia-a-dia que escolhi para cuidar e fazer de forma diferente. Mais uma vez realço que a forma de fazer diferente não tem de ser com gestos exteriores diferentes mas sobretudo com um gesto interior diferente!
Boa semana para todos! Escrito por Carla Feiteira. | |
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19.Junho.2010 - O que dizem os pés! |
Olá,
Na semana passada desafiei-vos a descobrirem-se pelos pés e gostava de partilhar convosco as coisas que descobri com os meus pés...
Se se recordam, falei-vos que costumo encarquilhar os dedos dos pés com frequência, sobretudo quando estou tensa. Se por um lado poderia explorar que mensagem obscura poderia isso querer dizer..., preferi estar apenas atenta ao que acontece quando encarquilho os dedos dos pés.
De facto, o encarquilhar tornou-se o meu barómetro de “tensão a subir”. Ao notar o encarquilhar, apenas desencarquilhei e descontraí os dedos dos pés e todo esse deixar de tensão, acabava por me aliviar qualquer que fosse a tensão mental que tivesse a conduzir ao encarquilhar.
Várias vezes me acontece que, sem me dar conta, uma engrenagem de pensamentos me assalta e faz começar a subir a tensão. Aos poucos tenho aprendido a notar este processo antes de chegar ao ponto de rebuçado em que vou descarregar na primeira pessoa que já estiver em ponto de caramelo e que me diga algo menos simpático ou de acidentalmente partir algum prato e ficar ainda mais furiosa com a situação.
Como seres humanos temos a espantosa capacidade de ignorar sinais gritantes do nosso corpo ou da nossa cabeça e que nos leva por vezes a estados que não desejámos de todo (por exemplo: doença ou simples e enervante irritação).
O que me disseram os meus pés nesta semana é que podemos aprender a ouvir e voltar a tomar atenção ao que nos diz o corpo, para poder agir atempadamente na gestão da tensão que tendemos a ignorar. Algo simples... Quando noto que estou a encarquilhar, gentilmente levo os meus dedinhos dos pés a estenderem-se descontraidamente, respiro fundo e sintonizo outra estação de rádio!
Boa semana para todos! Escrito por Carla Feiteira. | |
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